Edifício Francisco Herrerias
Bairros, Brás, Centro, Cidades, Edifícios, São Paulo, Tipo, Zonas — Por Douglas em dezembro 13, 2009Desocupado e esperando sua demolição, o Edifício Francisco Herrerias quase nunca é citado quando se fala da recuperação do entorno do Mercado Municipal da Cantareira, o popular Mercadão.
Os comentários sempre são voltados aos seus vizinhos mais altos, o São Vito e o Mercúrio, mas o Francisco Herrerias merece tão ou mais destaque que os demais.
Apesar de deteriorado externamente com muita pichação e com sua fachada bastante desgastada pela poluição e anos sem uma limpeza eficiente, o edifício é de longe o mais bem conservado dos três e aparentemente o que possui os apartamentos mais amplos, inclusive com largas sacadas em suas laterais.
Mesmo com suas lojas bloqueadas com uma parede de blocos colocadas pela prefeitura de São Paulo, e com toda a pichação do prédio ainda é possível notar a beleza desta construção, como nos detalhes decorativos da porta de entrada do edifício, onde um “H” estilizado reforça o sobrenome Herrerias (vejam as duas últimas fotos da galeria).
Sem dúvida alguma o prédio está em excelente estado de conservação e não encontrei na visita que fiz ao prédio nenhuma razão realmente justa para colocar este prédio abaixo. Bem como é difícil encontrar alguma razão para demolirem seus vizinhos “grandões” São Vito e Mercúrio.
É a cidade de São Paulo eternamente refém da megalomania de seus governantes.
Quem foi Francisco Herrerias ?
Não foi possível descobrir ainda quem foi Francisco Herrerias, que dá nome ao edifício que catalogamos hoje. Se você sabe quem foi, ou conhece alguma informação que possa ajudar nesta pesquisa, envie-nos um email ou comente logo abaixo e sua informação será muito preciosa para a catalogação histórica dos edifícios de São Paulo.
Confira outras fotos:
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Visualizar São Paulo Abandonada em um mapa maior



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11 comentaram
Amigo Douglas,
A história é implacavel com algumas pessoas, mas o Francisco Herrerias era um comerciante espanhol, que fornecia sacos de juta para as empresas atacadistas da zona cerealista. Ele construio o Santo Vito e tinha sua empresa na loja localizada no terreo do edificio.Talves tenha sido o maior fornecedor de sacos para este segmento no Brasil.Não tenho conhecimento de onde teria sido tomado o nome do edificio – Santo Vito.
com certeza foi o maior comerciante de sacos de juta do Brasil,pois ele fornecia todo o nosso pais,tem muitas historias sobre ele,começando do nada fez uma fortuna comprando sacaria usada e reformando e vendedendo(novas tambem),deixou toda familia bem de vida.Um homem de estatura mediana,bom,amigo e leal com os seus parceiros. Seus negocios tambem era instalados na rua Santa Rosa e Paula Souza,deixou outras marcas(predios) sua na cidade de São Paulo,mas pelo abandono governamentais dos centros da cidade,as familias de certa forma tiverão de abandonar as propriedades,porque nada passou a valer nada.morei nesse predio,e meu titiu não era para ser esquecido desse jeito.com todo carinho Zezinho
Oi, José! Pelo jeito carinhoso de sua manifestação, seu tio deve ter sido uma figura e tanto. Que bacana ter lembranças tão boas… Um abraço!
Infelizmente não há um planejamento. Os edifioios estão virando albergue de mendigos e drogados e nada é feito. Não seria o caso de restaurar e vender a preços populares
No último dia 5,eu e minha esposa resolvemos descer para o Guarujá.Sempre vamos à noite pois somos de Ribeirão Preto e aqui é muito quente.A Pinheiros estava em obras e tivemos que pegar outro caminho até chegar-mos na Av.do Estado.Quando avistei o ed.Francisco Herrerias confesso que fiquei meio que amedrontado pois estáva-mos perdidos em SP altas horas da noite más,ao mesmo tempo fiquei fascinado com a dimensão daquele edifício todo pixado e abandonado.Pensei,só em São Paulo mesmo…Conseguimos finalmente chegar à Imigrantes,aproveitamos o FDS mas acreditem que aquele prédio não saiu da minha cabeça até hoje?Ótimo trabalho de vc’s resgatarem tudo isso e divulgar através de fotos e documentos a falta de interesse dos nóssos comandantes.
Também penso como a maioria, deveria ser criado um cadastro pela Cohab, com futuros moradores dispotos a arcar com as despesas da reforma de seus apartamentos e revitalização das fachadas destes predios abandonados. Com a falta de moradias, é super facil criar cadastro composto de familias. Não existiria gasto para a Prefeitura de São Paulo. E posso garantir que não faltara familias, interessadas nesta parceria.
Ontem(08/06/2010) passei em frente e esse predio, comofaço todos os dias, e notei que sua fachada terrea esta toda comerta por tapumes, será o inicio de uma reforma??? Ou inicio de uma demolição???
MEUS TIOS POSSUEM VÁRIOS ARMAZÉNS AÍ NA STA ROSA,INCLUSIVE 3 SÃO DE FRENTE A ESTE EDÍCIO ,NO QUAL É CHAMADO DE TREME TREME,FIQUEI SABENDO QUE ELE ESTA SENDO DEMOLIDO AOS POUCOS,E O NOME DA EMPRESA QUE ESTA FAZENDO O SERVIÇO É(DEMOLIDORA NÓIA),CONSTITUÍDA PELOS EX-MORADORES DA CRACKOLÂNDIA.
Sim, infelizmente será demolido o Edifício para a revitalização do centro de São Paulo.
Uma pena ser feita desta forma, mas parece ser cultural e bem paulistano a forma de trabalho no centro.
Ao que sabemos até este momento teremos um parque com estacionamento na área dando suporte ao mercado e ao novo museu instalado na antiga prefeitura.
Completando a história do prédio Francisco Herrerias, foi construído pelo meu avô Antonio Herrerias o nome foi dado em homenagem ao seu pai.
Antônio herrerias foi engenheiro formado pela faculdade Mackenzie e teve atividade no mercado de cachaça e café no interior de são paulo.
Ainda temos mais duas obras dele na rua Snt Rosa que parece estar sendo revitalizada de forma mais histórica até este momento, esperamos que seja feito um boulevard na rua para que os amantes da boa culinária possam desfrutar de mais um espaço gastronômico na cidade.
Um abs a todos
Olá colegas.
Fui segunda-feira para São Paulo, e a demolição desse edifício já começou. Já está sem as janelas.
É triste ver um prédio desses se transformar numa extensão do ocioso pque. D. Pedro.
Mas infelizmente é assim.
Passei ali pela rua Santa Rosa semana passada e fiquei triste ao ver o Francisco Herrerias assim. Ao contrário do São Vito, acho que este prédio poderia ser recuperado. A arquitetura dele é sóbria, discreta, não é um prédio que se destaca, mas ele tem sua graça e percebe-se que a construção foi bem feita. Lamentavelmente desaparecerá para dar lugar a mais um projeto urbanístico dos mais burros, porque já está comprovado que não funciona em uma cidade como São Paulo… (suspiro)