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	<title>São Paulo Abandonada &#38; Antiga &#187; Vila Prudente</title>
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	<description>Banco de dados iconográfico de São Paulo</description>
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		<title>VEMAG: uma fábrica que agoniza no tempo</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Dec 2009 17:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Glaucia Garcia de Carvalho</dc:creator>
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Há algum tempo, nasceu uma nova tendência de abandono: o de patrimônio industrial. É um tema que deve ser estudado com mais afinco. É só ir aos chamados bairros operários que podemos ver diversas indústrias fechadas como o Leite União no Pari, a empresa de borrachas Orion e Cotonifício Paulista, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">&#8220;BRASILEIROS PRODUZINDO VEÍCULOS PARA O BRASIL&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2192" title="A fachada da fábrica em seu tempo áureo." src="http://saopauloabandonada.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dkw-a_01.jpg" alt="" width="500" height="176" /></p>
<p>Há algum tempo, nasceu uma nova tendência de abandono: o de patrimônio industrial. É um tema que deve ser estudado com mais afinco. É só ir aos chamados bairros operários que podemos ver diversas indústrias fechadas como o <strong><a href="http://saopauloabandonada.com.br/usina-de-leite-uniao/">Leite União</a></strong> no Pari, a empresa de borrachas <strong><a href="http://saopauloabandonada.com.br/borrachas-orion/">Orion</a></strong> e <strong><a href="http://saopauloabandonada.com.br/cotonificio-paulista/">Cotonifício Paulista</a></strong>, ambas no bairro do Belém e algumas filiais das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo espalhadas por toda São Paulo. Isto sem contar as que foram recentemente demolidas, como o <strong><a href="http://saopauloabandonada.com.br/acucar-uniao/">Açúcar União</a></strong>, na Mooca.</p>
<p>O patrimônio industrial consiste em valor social, arquitetônico ou patrimonial. A representatividade histórica da indústria para a cidade e o desenvolvimento da sociedade através da sua localização, são pontos essenciais para pedido de tombamento do imóvel.</p>
<p>Um bom exemplo de patrimônio industrial abandonado é a antiga fábrica de automóveis DKW-Vemag. Com um olhar saudoso, os amantes dos motores dois tempos relembram a trajetória dos Candangos, Vemaguetes, Fissores e Belcar, esse último sendo a preferência entre os taxistas da época.</p>
<p>A antiga fábrica (ou o que restou dela) foi construída em uma área de 1.091.500 metros quadrados no início da década de 40. Com uma arquitetura audaciosa foi um dos maiores impérios automobilísticos brasileiro até a década de 60.  Está situada na Rua Vemag, 1036 no bairro de Vila Prudente, às margens do rio Tamanduateí. Muito próximo do Ipiranga, bairro que foi palco de um dos maiores acontecimentos de nossa história: O grito de Dom Pedro I proclamando a Independência do Brasil. Hoje quem grita e esforça-se para ter a história da Vemag preservada são os entusiastas zelosos, representados por vários proprietários de veículos e membros de clubes como o Três Cilindros.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>HISTÓRICO</strong></span></p>
<p>A Vemag iniciou suas atividades em 1945, sendo no início uma distribuidora dos automóveis Studebaker inclusive sendo esta sua razão social.  Esta empresa automobilística montava e distribuia para todo Brasil veículos das marcas, Massey Harris, Studebaker, Ferguson, Kenworths e Scania Vabis.</p>
<div id="attachment_2193" class="wp-caption aligncenter" style="width: 473px"><img class="size-full wp-image-2193" title="Vista aérea da fábrica." src="http://saopauloabandonada.com.br/wp-content/uploads/2009/12/vistaaerea_fabricaDKW.jpg" alt="" width="463" height="382" /><p class="wp-caption-text">Vista aérea da fábrica, em seu auge.</p></div>
<p>Na década de 50, o Brasil estava passando por diversas transformações políticas tendo como presidente Juscelino Kubitschek com o seu famoso lema “cinqüenta anos em cinco”. Isso se refletiu na indústria automobilística, pois seu governo criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA) e a Vemag foi a primeira fábrica que se beneficiou dos incentivos fiscais para a implantação de empresas de automóveis</p>
<p>O lema da Vemag era: &#8220;BRASILEIROS PRODUZINDO VEÍCULOS PARA O BRASIL&#8221;. A frase entrou para a história da indústria automotiva nacional, pois em 19 de novembro de 1956 era apresentada ao povo brasileiro a camioneta (ou perua) DKW-Vemag Universal, uma cópia do modelo fabricado pela Auto-Union, na Alemanha. Foi o primeiro veículo genuinamente nacional pelos parâmetros do GEIA, que não incluiu o Romi-Isetta, pois para ser considerado um carro de passeio o carro teria que possuir o mínimo de duas portas e quatro lugares</p>
<p>Em 1958 foram lançados o Jipe DKW-Vemag, posteriormente chamado Candango, o carro de passeio, posteriormente chamado Belcar e uma nova versão da camioneta DKW-Vemag, posteriormente chamada Vemaguet. Em 1964, a DKW Vemag faz uma grande inovação: lança um modelo diferenciado e avançado para  sua época. O DKW-Vemag Fissore, usando a base mecânica do Belcar mas com carroceria desenhada e desenvolvida na Itália. Seu design inspirou os BMWs do início da década de 70.</p>
<p><a href="http://saopauloabandonada.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dkw1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2195" title="Clique para ampliar" src="http://saopauloabandonada.com.br/wp-content/uploads/2009/12/dkw1x.jpg" alt="" width="500" height="284" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>O FIM</strong></span></p>
<p>A Vemag teve um papel fundamental na história automobilística brasileira. A fábrica chegou a ter cerca de 3.500 funcionários em 1967, ano que teve suas atividades encerradas.</p>
<p>Na Alemanha em 1964, a Volkswagen comprou da Daimler-Benz metade de suas ações tornando-se um dos proprietários da Auto-Union, gerando uma grande preocupação para a Vemag quanto a renovação da licença para fabricar carros DKW. A Vemag resolveu reagir fazendo contatos com a Peugeot, Citröen e até mesmo a Fiat, mas nenhuma teve resultado positivo. No ano seguinte a Volkswagen acabou comprando a outra metade das ações tornando-se única proprietária da Auto-Union.</p>
<p>Em novembro de 1966, Lelio de Toledo Piza, presidente da Vemag, declarou a imprensa oficialmente que a Vemag associava-se a Volkswagen do Brasil. Ninguém sabia ainda, mas a Vemag estava partindo para o seu fim.</p>
<p>A Volkswagen do Brasil em setembro de 1967 assume a Vemag e também o compromisso de que não encerraria a produção dos seus automóveis, porém, seguindo uma tendência mundial a empresa alemã retirou do mercado os famosos motores dois tempos.</p>
<p>Após o encerramento da produção de veículos DKW, a empresa alemã continuou com a produção de componentes para abastecimento do mercado de reposição. Instalou seu departamento de desenvolvimento no antigo parque industrial da Vemag onde foram desenvolvidos alguns de seus futuros veículos: Brasília, Passat e até mesmo a primeira geração do Gol. A Fábrica 2 Volkswagen, como passou a ser conhecida, ocupou as instalações da Rua Vemag até a década de 80</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>A DECADÊNCIA DO LOCAL:</strong></span></p>
<p>Sua instalação atual é o reflexo do descaso do patrimônio industrial brasileiro. A antiga fábrica que tanto brilhou no passado hoje agoniza em meio ao entulho e passa despercebida diante dos olhos da multidão que utiliza diariamente a estação de trem Tamanduateí, antiga Parada Vemag e o Shopping Central Plaza construído em uma grande área do complexo industrial margeando o rio Tamanduateí e a Avenida do Estado.</p>
<p>O que restou da fábrica foi o prédio principal onde residia o complexo administrativo e a linha de montagem. Suas portas e janelas foram emparedadas. Ruínas são uma realidade neste finado espaço automobilístico e futuras instalações da estação Tamanduateí do metrô.</p>
<p>A Vemag é uma herança patrimonial e é o reflexo do descaso público perante o abandono do imóvel.</p>
<p>O que resta é fazer uma viagem ao tempo. Em 2006, em comemoração aos 50 anos do lançamento do primeiro veiculo genuinamente brasileiro, a camioneta Universal DKW-Vemag, os vemagueiros reuniram-se em frente da antiga fábrica e relembraram a trajetória da indústria automobilística que nunca vai ser esquecida, mesmo correndo o risco de ser demolida a qualquer momento.</p>
<p>No sentido ao contrário que acontece no Brasil, a antiga fábrica da Auto Union, atual Audi com sede na Alemanha, cidade de Ingolstad, possui um museu com toda a história da marca, inclusive constando em seu acervo um modelo de fabricação brasileira. Reflexo de um país que sabe preservar e respeitar a memória automobilística.</p>
<p><strong>Veja abaixo fotos atuais da antiga DKW-Vemag (clique para ampliar):</strong></p>
<table width="190" border="0" align="center" cellpadding="4" cellspacing="4">
<tbody>
<tr>
<td>
<div>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_01.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_01tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="140" height="105" /></a></div>
</div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_02.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_02tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="140" height="105" /></a></div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_03.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_03tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="140" height="105" /></a></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_04.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_04tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="140" height="105" /></a></div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_05.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_05tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="105" height="140" /></a></div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_06.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_06tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="140" height="105" /></a></div>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_07.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_07tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="105" height="140" /></a></div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_08.JPG"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_08tb.JPG" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="140" height="105" /></a></div>
</td>
<td>
<div align="center"><a href="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_09.jpg"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/locais/dkw/dkw_09tb.jpg" alt="Foto: Douglas Nascimento" width="140" height="105" /></a></div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Confira o mapa do local:</strong><br />
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<p><strong>A autora:</strong></p>
<table border="0" cellspacing="2" cellpadding="2" width="500">
<tbody>
<tr>
<td width="48" align="left" valign="top"><img src="http://saopauloabandonada.com.br/imagens/outros/ggc02.jpg" border="1" alt="Glaucia" width="80" height="80" /></td>
<td style="text-align: left;" width="438" valign="top"><a href="mailto: glauciagarciasp@yahoo.com.b"><strong>Glaucia Garcia de Carvalho</strong></a></p>
<p><em>Licenciada em História pela Universidade Guarulhos, é pesquisadora e professora da rede pública e particular em Guarulhos. Desenvolve trabalhos e projetos sobre patrimônio cemiterial visando à preservação e a identidade cultural. É co-fundadora da Associação Guarulhos tem História e da Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC). É co-autora dos livros Guarulhos tem História  e Guarulhos: espaço de muitos povos .</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: left;">Agradecimentos: <strong>Daniel Granja</strong></p>
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